Manifesto

QUEM AMA VACINA, ABRACE ESSA IDEIA

1,2,3,4………mais de 208.000 mortos…

 

1,2,3,4…mais de 8 milhões  de contaminados…

 

Não são apenas números!!!!!

 

Não podemos perder a nossa capacidade de indignação diante dessa soma estarrecedora. Nela há vidas!

   

Há sonhos de um pai, uma mãe, uma amiga, um amigo, um irmão, uma avó, um sobrinho, um avô, um neto, um filho, um colega de trabalho, um tio, um companheiro, uma companheira de vida...há uma sociedade inteira, e há vidas de profissionais de saúde que se mantiveram na luta, mas que foram ceifadas. Isso é inadmissível e vergonhoso. Não podemos mais aceitar que o negacionismo, a descrença na ciência, a política de morte, e a proliferação das fake news construam o temor da população diante das formas reais para conter essa escalada de mortes. As falas propagadas em torno da resistência à ciência revelam o desprezo, a repugnância, a falta de empatia, o despreparo e a ignorância que, no fim, determinam as vidas que valem e as que não valem. É o deixar morrer como política nacional.

   

A indignação se amplia quando vemos isso acontecer mesmo com a maior e mais exemplar política de saúde pública do mundo. Temos o SUS, uma grande conquista da população brasileira, inserida na Constituição Federal de 1988, e que garante a saúde como um direito de todos e dever do Estado. Representa um enorme ganho civilizatório, agindo no cotidiano das vidas e se fazendo presente na produção da saúde, na prevenção das doenças, na organização dos serviços e no acesso ao que consumimos para a nossa sobrevivência. Por vezes, não nos damos conta de sua importância e de sua presença, mas, é diante de choques humanitários, como o representado pela COVID-19, que percebemos ainda mais a sua relevância. O SUS está presente no nosso sistema de imunização de massa e na erradicação das doenças que ainda circulam mundialmente, no socorro em cidades, campos e estradas, nos transplantes, na produção de fármacos, na oferta de medicamentos. O SUS é único, é brasileiro, é nosso, é continental.

   

O caos vivenciado em Manaus nos deixa a todos sem ar, sem fôlego, perplexos e indignados. Nos faz perceber cada vez mais à deriva. Voltar à tona para respirar é possível e é direito.  E o SUS não nos deixa náufragos nesse mar. Seus trabalhadores, gestores e institutos de pesquisa, como a Fiocruz e o Butantã permanecem na construção da ciência, combatem o negacionismo e se alinham ao esforço mundial em viabilizar a mais esperada das conquistas: a vacina.

​   

O Brasil possui capacidade histórica de produzir vacinas, e sempre foi considerado referência mundial pelas diversas campanhas de imunização em todo complexo território nacional. A capacidade tecnológica aliada a mais abrangente estratégia logística de imunização já nos garante o controle de muitas doenças sem nenhuma dependência de tecnologia externa.

​   

A triste realidade vivenciada na capital da nossa Amazônia, e que se capilariza pelo Brasil, precisa ser detida, amparada e ser profundamente abraçada com ações urgentes de resgate às vidas. A coalizão da sociedade civil, governos, profissionais de saúde e cidadãos é a promessa para que não percamos a oportunidade de resgatarmos a solidariedade, e estancarmos o avanço da COVID-19 em todo o país.

O movimento em prol da vacina se sustenta neste direito à saúde e se mantém no ideário da solidariedade e cidadania. Amplia seu fôlego na defesa ao uso de máscaras, distanciamento físico, organização da rede de atenção à saúde e garantia de condições econômicas para que mais vidas sejam poupadas e não se percam pela necessidade de salvar o sustento cotidiano.

​   

Precisamos iniciar imediatamente a imunização da população brasileira. Mesmo que o início se dê a partir dos grupos prioritários, toda a população será beneficiada na medida em que se construirá uma imunidade indireta para todos, reduzindo a quantidade de pessoas que adoecerão e que deixarão de transmitir o vírus.

Vacina. Essa é a aposta da ciência para combater a epidemia do século.

Quem ama vacina. Abrace essa ideia!!!!

138462393_1150795258656355_2681609488335

V Ato lança a campanha Abrace a Vacina!

   

O Direitos Já – Fórum pela Democracia e a Frente pela Vida lançaram, no dia 18/01/2020, a campanha Abrace a Vacina!, com o objetivo de incentivar a população a se vacinar contra a Covid 19. A campanha reuniu importantes organizações da sociedade civil, personalidades e especialistas em saúde pública.

O grande desafio da campanha é informar setores da sociedade que se mostram reticentes à vacina, muitas vezes, influenciados por fake news.

   

Participaram Dom Mauro Morelli, bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias (RJ); Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG); a economista Monica de Bolle; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB nacional, Hélio Leitão; o pastor Levi Araújo, da Comunidade Caverna/SP; Alexandre Patola, presidente do Instituto Akhanda; Iago Montalvão, presidente da União Nacional dos Estudantes; Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores; o jornalista Juca Kfouri; Carla Vidal, do Coletivo 342; o jornalista e produtor teatral Eduardo Barata; Antonio Funari, coordenador da Comissão Arns; o escritor Eduardo Moreira; o diretor teatral Zé Celso Martinez; a atriz Bárbara Bruno; o dramaturgo Lauro Cesar Muniz; a atriz Marieta Severo; o cantor Paulinho Boca de Cantor; e o músico Zelito Miranda.

Representaram a área de saúde, Gulnar Azevedo, da Frente pela Vida; o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão; o ex-presidente da Anvisa, médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto; Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde; o médico sanitarista Adriano Massuda; a criadora da série de TV Unidade Básica, médica infectologista Helena Petta; Akira Homma, assessor científico da Fiocruz; Jarbas Barbosa, vice-diretor geral da Organização Pan-Americana de Saúde; Carla Domingues, epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações; Paulo Buss, ex-presidente da Fiocruz; Luis Eugenio de Souza, vice-presidente da Federação Internacional de Associações de Saúde Pública e diretor da Abrasco; e o médico e cientista Dráuzio Varella.