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         Na luta, o futuro que queremos para as mulheres

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II ATO INTERNACIONAL DIREITOS JÁ! FÓRUM PELA DEMOCRACIA

Assine o manifesto, divulgue, compartilhe! 

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Assinaram este manifesto: Adauto Lúcio Cardoso, Belisario dos Santos Jr, Bete Mendes, Clóvis Carvalho, Daniel Annenberg, Eva Blay, Fabio D'Urso, Ivo Herzog, Jandira Feghali, José Álvaro Moisés, Juca Kfouri, Maria Odette Niemeyer, Marllos Silva, Raquel Luccat, Silvio Lancellotti, Susana Udler, Tales Ferreira e Walter Sorrentino, entre tantos que defendem a democracia brasileira

Agenda

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Relembrar, resistir, avançar. Vigorosa e delicadamente, com os nuances de força e de sensibilidade próprios desse universo e que se juntam a cada 8 de Março para traduzir na flor a beleza e a potência de agir nessa luta permanente. O futuro da Mulher, as conquistas, a igualdade e a urgente e inadiável valorização, é escrito agora. Relembrar, pela memória das mártires! Resistir, cabeça erguida na caminhada! Avançar, jamais permitir o retrocesso que assombra o Brasil nessa atual quadra civilizatória! 

Cumpre ao Direitos Já Fórum pela Democracia!, ao celebrar data entre as mais relevantes do calendário mundial, destacar que historicamente a Dia Internacional da Mulher remete ao final do século 19. Está íntima e diretamente ligada às lutas de Mulheres na Europa e nos EUA por melhores condições de vida, de trabalho e pelo direito ao voto. Progressos conquistados à custa de muito sangue e que hoje correm sério risco de retrocesso, em especial no Brasil.

Nunca é demais lembrar as atrocidades cometidas diariamente pelo presidente da República, quando, por exemplo, convida estrangeiros ao turismo sexual no país; quando seus filhos, parlamentares, reduzem a mulher à condição de serviçais do masculino. E, mais recentemente, na eclosão do ovo da serpente, a imprudente e abjeta opinião manifestada pelo deputado paulista Arthur do Val em seu ‘tour de blonde’ pela devastada Ucrânia, uma zona de guerra. É preciso que a sociedade dê um basta à certeza de impunidade que move homens públicos ao ultraje contumaz. 

Não nos esqueçamos de que a luta deve ser travada em cada esquina, em cada consciência. Não basta, pois, apenas estabelecer uma data para uma mudança significativa. O que mudou em dois séculos na vida das Mulheres?

Segundo relatórios recentes da ONU, Mulheres são chefes de Estado e/ou de governo em somente 22 países; apenas 25% das vagas em parlamentos pertence a elas e 12 países não contam com ministras. A pandemia só piorou essa situação, com aumento da violência doméstica, milhares de Mulheres na pobreza extrema e perda de emprego em número muito maior quando comparado aos homens. A linha de frente da pandemia, exposta altamente ao contágio, é composta em 70% por Mulheres. 

Apesar de muita luta, de campanhas e de leis para garantir a igualdade entre os gêneros, o mundo segue vivendo num patriarcado. Há muito ainda a ser transformado. Mulheres precisam seguir vigilantes na luta por garantia de direitos. Sim, porque, além de novas conquistas, diariamente é preciso assegurar direitos existentes. O machismo estrutural, que assola o Brasil, traz danos perenes: a cada frase que você lê neste texto, uma Mulher foi espancada no país; quando concluir a leitura, uma terá sido morta por ser Mulher.
E isso é a barbárie inaceitável!
Para que esse quadro mude enfim, o Direitos Já! Fórum pela Democracia ecoa grito de basta e conclama ao coro as vozes masculinas. 
Sim, o lugar de fala é da mulher! Mas o brado de luta deve ser de todos!

Direitos Já! Fórum pela Democracia